Ilustração conceitual sobre a disputa pela primeira posição nos anúncios do Google. (Gerada por IA)

Vale a pena disputar a primeira posição no Google Ads?

Vale a pena disputar a primeira posição no Google Ads em 2026? Entenda o real impacto

A evolução da posição dos anúncios no Google Ads

No universo do tráfego pago, uma dúvida constante entre anunciantes e gestores de campanhas é se ainda compensa investir pesado para conquistar a primeira posição nos anúncios do Google Ads. Por muitos anos, estar no topo da página de resultados era visto como o caminho direto para mais cliques, leads e vendas. No entanto, com as atualizações constantes da plataforma, especialmente em 2025, o cenário mudou significativamente.

Hoje, graças à inteligência artificial, à personalização dos resultados e às novas métricas de posicionamento, a primeira posição, conhecida como “absolute top”, não é mais o único fator decisivo para o sucesso. Além disso, o custo por clique (CPC) pode disparar ao disputar esse espaço, impactando diretamente o retorno sobre investimento (ROI). Neste guia completo, vamos explorar por que a obsessão pelo topo pode não ser a melhor estratégia, quando ela ainda vale a pena e como otimizar campanhas com dados reais para resultados mais eficientes e sustentáveis.

Por que a primeira posição era tão valorizada no passado

Ilustração conceitual mostrando o destaque extremo do primeiro anúncio pago no topo da tela em buscas mobile antigas, com dedo prestes a clicar, representando limitação de atenção no passado.

  • Ilustração mostrando a valorização histórica da primeira posição em anúncios de busca no mobile, com destaque no anúncio pago no topo da tela antiga (estilo Google 2015-2018), dedo tocando o topo enquanto resultados abaixo ficam quase invisíveis, representando limitação de atenção no passado.

Primeiramente, é importante contextualizar, antigamente, os anúncios no topo da página captavam a maior parte da atenção dos usuários, especialmente em buscas mobile, onde o espaço visível é limitado. Estudos antigos mostravam que a posição 1 recebia uma fatia desproporcional de cliques, muitas vezes acima de 30-40% do total.

Porém, com o tempo, o Google evoluiu seu algoritmo de leilão, priorizando não só o lance máximo, mas a relevância geral da experiência do usuário.

Em consequência, aparecer no topo passou a depender mais de qualidade do que de orçamento puro. Assim, embora a visibilidade continue alta, o equilíbrio entre custo e benefício mudou, tornando essencial uma análise mais profunda antes de brigar por essa posição.

As mudanças no Google Ads em 2025: o que realmente importa agora

Atualmente, o Google substituiu a antiga métrica de “posição média”, removida há anos, por indicadores mais precisos, como a taxa de impressão no topo (% Impr. (Top) %) e na posição absoluta topo (% Impr. (Abs. Top) %). Essas métricas mostram com clareza quantas vezes seu anúncio aparece acima dos resultados orgânicos ou como o primeiro anúncio da página.

Além disso, há o impression share perdido por rank ou orçamento, que revela oportunidades perdidas, em 2025, observam-se tendências como maior personalização dos SERPs e, em alguns casos, anúncios aparecendo tanto no topo quanto no rodapé da página.

Portanto, a primeira posição ainda atrai cliques, mas posições 2 a 4 no bloco superior frequentemente entregam ROI melhor, com CPCs mais acessíveis e conversões qualificadas.

Quando disputar a primeira posição realmente compensa

Conceito visual educativo: smartphone exibindo página de resultados de busca antiga com o anúncio pago no topo muito maior e iluminado em dourado, chamando toda a atenção, enquanto os resultados abaixo ficam quase invisíveis, ilustrando a hierarquia visual crítica em mobile no passado.

  • Ilustração a primeira posição em anúncios de busca no mobile, com destaque no anúncio pago no topo da tela antiga, dedo tocando o topo enquanto resultados abaixo ficam quase invisíveis.

Apesar das evoluções, em certos nichos, a posição absolute top continua essencial.

Por exemplo: em mercados altamente competitivos como advocacia, seguros, saúde, turismo, e-commerce de alto ticket e cursos online, os usuários tendem a clicar rapidamente nos primeiros resultados, sem rolar a página.

Nesses casos, a visibilidade imediata pode gerar um volume maior de leads quentes. No entanto, mesmo aqui, é crucial avaliar os dados: se o custo extra não se traduz em proporção equivalente de vendas, posições ligeiramente inferiores podem ser mais lucrativas. Nichos com buscas de alta intenção comercial se beneficiam mais do topo, enquanto funis mais informativos toleram posições medianas.

Como analisar o desempenho real das posições nos seus anúncios

Felizmente, o Google Ads oferece ferramentas nativas para essa verificação, basta acessar suas campanhas, clicar em “Segmentar” e selecionar “Parte superior vs. outros” ou métricas como “Impr. (Abs. Top) %” e “Impr. (Top) %”.

Essa segmentação revela exatamente onde as conversões ocorrem: no absolute top, no bloco superior geral ou em posições inferiores. Por exemplo, se a maioria das vendas vem de posições 2-3, insistir no primeiro lugar pode estar inflando custos desnecessariamente. Em contrapartida, se o topo concentra as melhores conversões, vale ajustar lances para priorizá-lo. Essa abordagem baseada em dados evita decisões emocionais e promove otimizações precisas.

O papel do índice de qualidade na conquista de posições melhores

Sem dúvida, o maior “atalho” para posições altas sem explodir o orçamento é o índice de qualidade (Quality Score). Essa métrica, em escala de 1 a 10, avalia relevância do anúncio, taxa de cliques esperada e experiência na página de destino.

Print da tela do Google mostrando o que é o Índice de Qualidade da campanha.

Quanto maior o score, menor o CPC necessário para vencer leilões.

Em 2025, o índice de qualidade ganhou ainda mais peso com a ênfase em IA e relevância. Portanto, foque em anúncios altamente alinhados à intenção de busca, páginas rápidas e mobile-friendly, e keywords precisas. Campanhas com scores acima de 7-8 frequentemente dominam o topo de forma orgânica e econômica.

Estratégias de lances inteligentes para equilibrar posição e custo

Outra forma de controlar posições é por meio de estratégias automatizadas, como “Parcela de impressão alvo no topo” ou “na posição absoluta topo”. Elas orientam o algoritmo a priorizar visibilidade alta, mas com limites de CPC máximo.

Contudo, sem um bom índice de qualidade, esses ajustes podem encarecer tudo, combine com otimizações manuais: teste extensões de anúncio, refine segmentações e monitore concorrentes via relatórios de leilão. Além disso, estratégias como maximizar conversões ou ROAS alvo frequentemente entregam posições sólidas sem fixação excessiva no topo.

Erros comuns ao obsesionar pela primeira posição

Muitos anunciantes caem na armadilha de aumentar lances indefinidamente, ignorando que posições inferiores no bloco superior ainda captam atenção significativa, como resultado, o ROI cai, o orçamento se esgota rápido e a campanha perde sustentabilidade.

Ademais, em nichos com baixa concorrência, posições medianas já bastam para dominar. Por isso, evite a “guerra de lances” cega e priorize dados: um absolute top impression share de 20-30% costuma ser o ponto doce para equilíbrio entre visibilidade e lucro na maioria dos casos.

Dicas avançadas para maximizar resultados sem depender só do topo

Para ir além, invista em testes A/B de anúncios, otimize páginas de destino para velocidade e conversão, e use remarketing para captar quem viu mas não clicou, explore broad match com smart bidding, que aproveita IA para encontrar oportunidades além das keywords exatas.

Por fim, acompanhe tendências de 2026, como maior integração com Performance Max e Geração de demanda, onde posições são gerenciadas automaticamente com foco em resultados globais.

Conclusão: estratégia acima de posição absoluta

Em resumo, disputar a primeira posição no Google Ads em 2025 ainda vale a pena em nichos específicos e com dados favoráveis, mas não é mais obrigatório para o sucesso. O que realmente conta é o equilíbrio entre visibilidade, custo e conversão, guiado por métricas precisas e um índice de qualidade elevado.

Portanto:

  • Analise sempre “topo vs. outros” e impression shares.
  • Priorize relevância e qualidade sobre lances agressivos.
  • Ajuste expectativas ao nicho e comportamento do público.
  • Foque em ROI sustentável, não em vaidade de posição.

No final, o vencedor não é quem aparece primeiro, mas quem converte melhor com eficiência, com essa mentalidade, suas campanhas serão mais rentáveis e escaláveis.

Obrigado por ler este guia sobre a primeira posição no Google Ads, para mais conteúdos sobre tráfego pago, confira nossos outros artigos:

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Livia Lonetta

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Produzo conteúdos que analisam tendências, estratégias e movimentos do marketing digital, conectando o cenário local ao contexto global.

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